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Apresentação
 

O ensino do trabalho profissional no curso de Serviço Social da UFSC sempre se constituiu numa preocupação central no âmbito da organização de seu currículo. A implantação do novo currículo ocorrida no ano de 1999, conforme as diretrizes curriculares aprovadas pela ABEPSS em 1996, proporcionou um amplo debate sobre a condução do processo ensino–aprendizagem para que este currículo levasse, efetivamente, a formação de Assistentes Sociais competentes, capazes de enfrentar os desafios impostos por uma sociedade em transformação, pelo novo perfil do mercado de trabalho e de fortalecer o projeto ético-político da profissão.

Entende-se dessa forma que a competência profissional está ancorada no conjunto de conhecimentos teórico, metodológico, ético, político e instrumental pertinente ao conjunto de disciplinas e atividades, sendo, pois, fundamental a existência de um núcleo de disciplinas e atividades que tratassem especificamente do “fazer profissional” de forma integrada e articulada com os outros conjuntos de disciplinas e atividades curriculares.

A condução dessa estruturação curricular foi pautada nos objetivos que todos os alunos do curso tivessem experiências de ensino-aprendizagem comuns no âmbito da prática profissional e que tivessem uma instrumentalização básica para que pudessem estar preparados para desenvolverem a experiência do estágio curricular obrigatório como sujeitos ativos e interlocutores capazes de discutirem criticamente os processos de intervenção profissional, além de terem uma capacitação mínima para atuarem nas diferentes áreas de intervenção profissional quando deixassem a universidade.

O caminho foi dado pela Lei de Regulamentação da Profissão (1993) e assim foram criadas disciplinas teórico-práticas dentro de três áreas, ou seja, a partir da análise das atribuições do Assistente Social recortou-se três vetores para o ensino da prática profissional. Um relacionado ao conjunto de ações relacionadas à organização e assessoria de movimentos sociais, outro relacionado a instituições e organizações e um terceiro voltado à intervenção com famílias e seguimentos sociais vulneráveis. Este recorte contemplava a idéia de que estes vetores, dada a transversalidade dos mesmos em relação às diferentes áreas de intervenção do Serviço Social, atendiam aos quesitos de uma formação generalista.

A cada área temática (movimentos sociais e conselhos de direitos; instituições e organizações; família e segmentos sociais vulneráveis) estão articuladas duas disciplinas de 72 horas cada uma, que funcionam de forma integrada, sendo que uma delas centra o foco na sustentação teórica e outra concentra a atenção na questão da operatividade e viabiliza a “experiência profissional”. Estas têm sido chamadas de oficinas e implicam na inserção e desenvolvimento de atividades pertinentes ao fazer profissional no âmbito dos movimentos sócio-comunitários, de instituições e programas assistenciais de Florianópolis.

Assim, as disciplinas DSS 5135 e 5166 têm como objeto a participação social sob a lógica da pluralidade e da cidadania, voltada ao fortalecimento da sociedade civil na sua luta pela transformação da realidade, seja ela local, seja ela mais ampla. Nesse sentido, o Serviço Social promove articulação das discussões e ações entre as diversas formas organizadas da sociedade civil, em particular as associações comunitárias e o movimento de bairro, conselhos de direitos e unidade de saúde com vistas à universalização, à ampliação e à efetivação de direitos, especialmente o direito à saúde.

Estas disciplinas são oferecidas semestralmente, com uma média de 60 alunos, divididos em quatro grupos com orientação de quatro professores.

     
 
 
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